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Dicas de como montar uma rotina de limpeza em condomínios

Pensando no bem-estar e segurança de moradores e terceiros, a limpeza deve sempre estar em dia nos condomínios. Ainda mais com o novo coronavírus solto por aí. Para isso, o síndico deve estar atento a essa responsabilidade, assim como o faz na gestão de finanças e de pessoas.

Manter uma rotina de limpeza nem sempre é fácil, e vai variar de acordo com o tamanho do condomínio e a forma de contratação dos profissionais especializados no assunto. Por isso um bom planejamento é muito importante para ter um espaço sempre limpo e moradores felizes.

Mas antes de começar a planejar a limpeza, é preciso entender quais são os tipos principais:

 

Limpeza geral

Como o nome já diz é aquela limpeza completa e que atinge todos os espaços e áreas com maior circulação, a exemplo de elevadores, halls de entrada, garagens, corredores e portarias.

 

Limpeza de conservação

É realizada por demanda, em horários com mais movimento no condomínio para prevenir aparência desleixada.

 

Limpeza de manutenção

Acompanha um calendário de manutenção preventiva do condomínio, pois são higienizações mais pesadas e trabalhosas de serem feitas, a exemplo de limpeza da caixa d’água, limpeza e pintura da fachada, limpeza e filtragem das piscinas, entre outras.

Mas atenção para outras dicas como:

Tenha uma boa equipe – contrate bons funcionários ou uma boa empresa para prestar o serviço de limpeza do seu condomínio. Leve em consideração o tamanho do lugar para contratar um número ideal de profissionais, dessa forma não há sobrecarga de trabalho e tudo deve correr bem.

Defina horários – lembre-se de montar as escalas e horários de trabalho da equipe de limpeza e quais os horários de pico no condomínio para que todos se organizem de maneira que causem o menor incômodo possível aos moradores.

Tenha sempre materiais de limpeza e segurança– é essencial que não faltem os produtos de limpeza e segurança que ajudarão na execução das tarefas.

Conscientize os moradores – os moradores também precisam colaborar com a preservação da limpeza dos ambientes. É sempre bom promover campanhas de conscientização para que todos lembrem de manter os espaços limpos.

Atenção para o lixo – É preciso criar uma rotina específica de recolhimento e destinação dos resíduos produzidos pelos condôminos. Lixo acumulado, além do mau odor, pode atrair moscas, baratas, ratos e outras pragas que transmitem doenças. Desta forma, o descarte correto dos resíduos é uma questão de higiene, saúde e segurança.

Fonte: https://bit.ly/3LwI3Vl

Pets em condomínio: saiba o que é permitido e o que não pode ser feito

O Brasil já conta com cerca de 144,3 milhões de animais de estimação, consolidando-se em um dos maiores mercados do mundo no segmento. Os dados são do Instituto Pet Brasil (IPB). Diante de tal grandeza, é cada vez mais comum que os pets façam parte do nosso cotidiano, inclusive nos condomínios, mas quais são os direitos e os deveres dos bichos e dos tutores?

Segundo o especialista em direito imobiliário Marcelo Valença, sócio-fundador da Valisa Business Intelligence, antes de tudo, é preciso esclarecer que ninguém pode ser proibido de ter um animal de estimação, bem como de que ele circule nas áreas comuns do condomínio. “A legislação de condomínios tem como objetivo separar e especificar as áreas de uso exclusivo e as áreas de uso comum, e também regular a convivência dos moradores no que diz respeito ao que fazem dentro dos apartamentos, que pode repercutir para os demais, e nas áreas comuns."

“O direito de propriedade garante ao dono do apartamento a ter animais domésticos dentro do seu imóvel e, conforme o artigo 1.336, o condomínio deve dar às suas áreas comuns a mesma destinação que têm suas áreas de uso exclusivo. Ou seja, não adianta restringir, seja na convenção, seja por determinações dos condôminos, restrições aos pets quando seus humanos nos mantenham bem cuidados e observando para que não perturbem a saúde e o sossego dos demais moradores”, explica Valença.

 

Conflitos

De modo geral, o barulho é o principal motivo de conflitos envolvendo pets em condomínios. Porém, há outros inconvenientes, como sujeira nas áreas comuns, ou mesmo intolerância.

Para tentar minimizar as discussões e, sobretudo, evitar a judicialização da questão, a especialista em condomínio, Juliana Moreira, CEO da Sindicompany, ressalta que o bom senso deve orientar todos os condôminos.

“Muitas vezes há uma impaciência do vizinho, bastando o cachorro latir uma vez para ele já reclamar por uma semana inteira. Em outros casos, a pessoa pode ter razão. Eu, como síndica, indico ao dono do animal barulhento que contrate um adestrador e tente sempre dialogar. Além disso, seguir as regras é essencial, como tentar manter os pets em silêncio, recolher os dejetos deles quando estiverem em áreas comuns, manter a higiene da unidade para evitar mau cheiro em corredores e, até mesmo, a presença de pragas no condomínio”, ressalta a especialista.

Valença concorda e lembra que as escolas para pets também podem ser uma boa opção para diminuir conflitos relacionados ao barulho. “Os animais que ficam o dia todo sozinhos nos apartamentos acabam latindo ou uivando, perturbando o sossego de outros moradores. Isso tende a acontecer bastante com a retomada das atividades no pós-pandemia. Uma saída é deixar os nossos melhores amigos em 'escolinhas' especializadas de adestramento e entretenimento de animais enquanto os tutores estiverem fora, ou mesmo contratar um dog walker de confiança para levar o cachorro para passear e se cansar ao longo do dia”, sugere.

 

De olho nas áreas comuns

A Declaração dos Direitos dos Animais da Unesco, bem como a Lei Federal 9.605, que trata de crimes ambientais, e a lei estadual 11.997/2005, no caso de São Paulo, protegem os animais, domésticos e silvestres, de abusos e maus tratos e também de serem ofendidos, agredidos, entre outras situações constrangedoras, que causem dano ou sofrimento. Pensando nos condomínios, ninguém pode agredir um pet, por exemplo, porque ele urinou no elevador.

Por outro lado, os tutores devem obedecer às regras de boa convivência e atender às normas estipuladas no local, como sempre recolher objetos e dejetos de seus pets, inclusive em empreendimentos que contam com playpets; andar com o cachorro usando guia curta e focinheira, no caso de animais agressivos, ou de raças determinadas por lei; e evitar usar o elevador quando há crianças e, no caso de adultos, sempre que possível, perguntar se há problema do pet entrar no espaço com a outra pessoa.

 

Fonte: Revista Casa e Jardim

http://glo.bo/3wxwTew

 

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Cigarro e condomínio – Descarte irregular de bitucas deve ser monitorado

Quem vive em condomínio sabe que vizinho é como família, não se escolhe. Assim como os familiares, os vizinhos trazem hábitos que podem ser incômodos, e na convivência porta a porta um dos costumes mais inconvenientes é a prática de fumar. 

Além das reclamações provocadas pela fumaça, o descarte das ‘bitucas’ pode até gerar prejuízos para a administração e o trato na solução do problema exige muito jogo de cintura e, na maior parte das vezes, doses extras de paciência. 

Felizmente, ser paciente é uma prática cultivada pela administradora profissional Rejane Cruz, responsável pela gerência de um edifício de alto padrão na Paralela. Depois de promover uma extensa campanha educativa para conscientizar os fumantes em relação à proibição prevista na convenção de cigarro em áreas comuns, ela precisou aplicar penas em casos de descarte indevido das ‘bitucas’, que já acumularam prejuízos para a administração. 

“Infelizmente é hábito de alguns moradores terminar o cigarro e jogar a bituca pela janela. Há riscos de atingir uma pessoa que esteja transitando no solo e de causar acidentes. Tivemos um caso em que o cigarro ainda aceso atingiu e queimou uma espreguiçadeira na área de lazer”, relata.

O prejuízo acumulado por ocorrências com cigarros já ultrapassa R$ 1 mil em apenas dois meses.

“A maior dificuldade é fiscalizar, pois se trata de um prédio, não temos como saber de qual janela o cigarro foi jogado. Mas quando a falta é em área comum aplicamos multa que varia de R$ 850 a 4.250”.

 

Bom senso

Em um outro condomínio, também na região da Paralela, o principal problema é a disputa entre uma moradora tabagista e o seu vizinho incomodado. De acordo com a administradora profissional Daniele Barbosa, o desconforto que teve início com argumentos de prejuízo à saúde, virou uma briga acalorada em grupo de whatsapp, com direito a ameaças de ação judicial, o que levou a administração a realizar uma reunião de conciliação entre ele.

“Nós ficamos de mãos atadas, pois o direito de propriedade não permite que a administração regule o que o condômino faz ou deixa de fazer dentro do apartamento dele”, explica Daniele. “O que a gente faz é pedir bonsenso, pois não temos base jurídica suficiente para interferir no assunto”, completa. 

Por se tratar de um tópico delicado, o presidente do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-Ba) e colunista do CORREIO, Kelsor Fernandes, indica o diálogo para solucionar conflitos.

“O condomínio fica de mãos atadas por conta do direito à privacidade e porque, acredito, o fumante não está deliberadamente jogando a fumaça para dentro do imóvel vizinho. Neste caso sempre aconselho o diálogo para fazer com que o fumante use o bom senso, a política da boa vizinhança, e passe a fumar em outro local”, diz.

É proibido fumar? Veja dicas para encarar situação com tranquilidade:

  • Direitos e Deveres A lei é clara, o morador tem o direito de fumar dentro do apartamento desde que isso não atrapalhe os vizinhos. Com a proximidade das unidades em condomínio é difícil evitar eventuais desconfortos, por isso a melhor alternativa é o diálogo. Apesar de não ter amparo jurídico para deliberar sobre o problema, o condomínio pode atuar como agente mediador do conflito.
  • Campanha Antes de aplicar sanções ou multas, é importante que o condomínio realize campanhas que conscientizem os moradores quanto às regras sobre o tabagismo no condomínio. Cartazes e comunicados são boas formas de começar.
  • Bitucas Quando arremessada pela janela, a bituca acesa é um risco para a segurança do condomínio, podendo entrar em uma outra unidade e provocar incêndios ou atingir um transeunte. Apagada, é equivalente a descarte de lixo. A falta deve ser punida com multa conforme previsto na convenção.

Fonte: SíndicoLegal.com

https://bit.ly/3D8xy7u

O que diz a lei a respeito do barulho em condomínio?

Um dos assuntos que mais gera discussões e desentendimentos entre os moradores nos condomínios é o barulho feito pelos vizinhos. Ainda que existam aparatos legais para tratar especificamente dessa questão tão importante para a vida em sociedade, como as normas que fazem parte da apelidada “Lei do Silêncio”, não há nenhuma regulamentação que dita sobre o tema com foco no universo condominial.

Temos leis mais amplas atualmente e que são comumente consultadas e levadas em consideração pelos síndicos e administradoras na hora de mediar as crises relacionadas a barulho, como o artigo 1.277 do Código Civil, que reforça o direito do proprietário ou dono de um empreendimento residencial a interromper perturbações que prejudiquem a segurança, o sossego e a saúde dos moradores.

Além disso, não podemos esquecer das normas estabelecidas em convenções condominiais e regimentos internos, documentos elaborados a partir de Assembleia e que não podem em hipótese alguma contrariar medidas já previstas no Código Civil, que devem ser seguidos por todos os moradores.

Quando se deparam com situações de conflito causadas pelo barulho em condomínio, os síndicos, em um primeiro momento, devem adotar uma postura mais cautelosa e apaziguadora, só de fato tomando uma providência mais séria quando detectarem que mesmo com a tentativa de conciliação/conversa, o condômino continua com a prática reiterada de perturbação através do barulho.

Importante frisar que o síndico deve adotar criterios para atuar em cada caso. Por exemplo: a pessoa que faz o barulho eventualmente não cria um incômodo com aquele que faz o barulho contumaz, por isso, é preciso saber equilibrar cada situação e atuar de forma justa.

Caso o quadro fuja do controle e assuma contornos mais dramáticos, é preciso o ingresso de uma ação judicial onde o condômino em casos críticos pode até ser compelido a deixar de usufruir de sua unidade.

Porém, vale lembrar que o bom senso deve prevalecer sempre. A vida dentro dos condomínios é um pequeno retrato do que vivemos em sociedade, e se conseguimos sair na rua e frequentar estabelecimentos comerciais com regras pré-determinadas e não se excedendo, temos o dever de conseguir estender a mesma gentileza para os nossos vizinhos que estão ali dividindo diariamente os espaços conosco.

Fonte: Jornal Contábil
https://bit.ly/3pdm7pa

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Como preparar o condomínio para a coleta seletiva

Ter um plano de ação é fundamental para que a coleta seletiva seja bem-sucedida. O ideal é que os moradores interessados formem uma comissão.

Dessa forma, as decisões não ficam tão dependentes do síndico.

É importante que essa comissão seja referendada em uma assembleia, que também aprove a implementação da coleta seletiva.

A comissão deve decidir itens como:

  • O lixo reciclável será separado por material (papel, plástico, vidro, metal, embalagem longa vida) ou todos recicláveis na mesma lixeira? Em geral, há mais adesão quando o projeto prevê os recicláveis na mesma lixeira;
  • Como essa separação será feita? O condomínio pode distribuir sacos de cor diferente para os materiais recicláveis, assim não há confusão por parte dos funcionários;
  • Os funcionários do condomínio irão retirar o material reciclado dos apartamentos ou haverá uma lixeira grande, separada por material, para os próprios condôminos depositarem ali os resíduos? Nesse caso, deve-se levar em conta o preço da lixeira;
  • Onde o lixo reciclável vai ser acondicionado até ser coletado?
  • Quem irá retirar a coleta seletiva do condomínio? Seja uma ONG, cooperativas ou empresa, o importante é que haja compromisso na coleta dos recicláveis;
  • Há também empresas que prestam consultoria para o condomínio implantar um programa de reciclagem. Os custos vêm acompanhados de farto material de divulgação, e de seis meses de apoio ao projeto.

 

Durante a tomada dessas decisões é importante que se leve em conta:

  • O espaço que irá receber os reciclados deve ser ventilado, já que esses materiais são bem inflamáveis;
  • O local deve conseguir abrigar certo volume de lixo, já que cooperativas, empresas ou ONGs em geral retiram de 1 a 2 vezes por semana;
  • Esse ponto também deve ser de fácil acesso tanto para os funcionários do prédio quanto para aqueles que irão retirar o material;
  • Esse material pode ser acondicionado em bags ou contêineres. Veja se na sua cidade a prefeitura oferece algum incentivo para quem deseja implementar a coleta seletiva.

 

Fonte: SíndicoNet

https://bit.ly/3pexe0X

Aluguel de imóvel já rende mais do que o dobro da renda fixa

Comprar um imóvel para alugar no Brasil rende mais do que investir o mesmo dinheiro em uma aplicação de renda fixa básica, desde novembro de 2019. Naquele mês o retorno de quem tem um imóvel e aluga ficou maior – mesmo que ainda milimetricamente – do que a remuneração do CDI, considerado o rendimento mensal de cada um deles. 

Mas agora, o hiato entre os dois tipos de investimento aumentou — e muito. Em setembro de 2020, o ganho do aluguel era 2,5 vezes maior do que o da aplicação em renda fixa. 

O CDI é a taxa de juros que serve de piso para os bancos e que anda colada à taxa Selic. As duas são a referência para os rendimentos de toda a classe de investimentos da renda fixa. 

A rentabilidade do aluguel, estimada pelo FipeZap, é a conta de quanto equivale o preço do aluguel sobre o valor total do imóvel, consideradas as médias do mercado. Na prática, é o rendimento mensal do proprietário em relação a quanto ele investiu na compra daquela casa ou apartamento. 

O levantamento foi feito pela corretora Necton Investimentos e comparou a rentabilidade mensal do aluguel e do CDI desde 2008.

Em novembro de 2019, quando a virada aconteceu, o rendimento do CDI tinha caído a 0,38% ao mês, enquanto a rentabilidade do aluguel estava em 0,39%.

Isso significa que alguém que tivesse um imóvel de R$ 500.000 poderia ganhar R$ 1.967 de aluguel, enquanto os mesmos R$ 500 mil aplicados na Selic ou no CDI ganhariam R$ 1.900. 

Atualmente, o ganho do aluguel está em 0,40%, ou R$ 1.976 para a casa de R$ 500 mil. O CDI, porém, derreteu para apenas 0,16%: significa uma remuneração mensal de apenas R$ 800 pelo mesmo valor.

Em um passado não muito distante, o ganho da renda fixa chegou a ser mais que o triplo do mercado imobiliário.

É o caso de agosto de 2016, quando a taxa Selic tinha chegado a impressionantes 14,25% ao ano. A rentabilidade do aluguel, que mudou pouco de lá para cá, estava em 0,37%: R$ 1.842 de aluguel médio pelo imóvel de R$ 500 mil.

Já a remuneração mensal do CDI estava em 1,2%, o que significa que o mesmo dinheiro aplicado no banco renderia R$ 6.050 no mês. 

Atualmente, a taxa Selic é de 2% ao ano, o menor nível de sua história. Em um passado ainda mais distante, no início dos anos 2000, ela chegou a ser superior a 20%.

 

Fonte: CNN Brasil

https://bit.ly/3v9VDsC

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Presidente da Caixa prevê alta de 10% do crédito imobiliário em 2022

Maior financiadora imobiliária do País, a Caixa tinha um estoque de financiamentos no setor de R$ 542 bilhões em setembro de 2021

Caixa Econômica Federal prevê aumento de 10% das concessões de empréstimos para compra de imóveis em 2022, desaceleração em relação ao ano passado, em meio ao ciclo de alta da taxa básica de juros, disse o presidente-executivo do banco estatal, Pedro Guimarães.

“Vamos crescer 10% e superar R$ 150 bilhões em concessões”, disse Guimarães em entrevista à Reuters por telefone.

Maior financiadora imobiliária do País, a Caixa tinha um estoque de financiamentos no setor de R$ 542 bilhões em setembro passado, último dado público, alta de 8,7% em 12 meses.

Em 2021 até setembro, a Caixa concedeu R$ 104 bilhões em empréstimo imobiliário, alta de 27,9% sobre um ano antes. Em termos anualizados, as concessões devem superar R$ 135 bilhões no acumulado do ano passado. Se a previsão para este ano for alcançada, haveria, portanto, uma desaceleração.

Impulsionado pela queda da Selic à mínima histórica de 2% ao ano, o crédito imobiliário teve forte crescimento entre 2020 e o começo do ano passado. Mas esse ritmo tem perdido força desde que o Banco Central começou a subir a taxa básica rapidamente para tentar esfriar a inflação, que superou 10% em 2021.

Segundo a Abecip, entidade que representa as financiadoras imobiliárias no País, a concessão de crédito no setor em novembro subiu 26,8% em relação a igual mês de 2020. Embora ainda fortes, os desembolsos desaceleraram. Em março, o crescimento ano a ano tinha sido de 172,7%.

Atualmente em 9,25% ao ano, o juro básico do País ainda deve ter novos aumentos, segundo projeções majoritárias de economistas, podendo superar 11% nos próximos meses.

Fonte: Estadão
https://imoveis.estadao.com.br/noticias/presidente-da-caixa-preve-alta-de-10-do-credito-imobiliario-em-2022/

Adeus, IGP-M? FGV explica por que lançou novo índice do aluguel

Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acompanha os preços de contratos de aluguéis no país e pretende ser um retrato mais preciso do mercado

A falta de um indicador capaz de refletir de maneira mais precisa os preços dos aluguéis tem sido há muitos anos um obstáculo para a indústria imobiliária no país. Em tese, a referência para a maioria dos contratos é o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), mas, como o próprio nome sugere, trata-se de um indicador que acompanha os preços para o setor produtivo, com bastante influência do dólar e pouco relacionado ao custo de moradia em si.

O problema já havia sido diagnosticado faz algum tempo, mas os dois últimos anos escancararam a questão: o IGP-M subiu quase 50% no acumulado de 2020 e 2021, enquanto a renda média do brasileiro, com o país mergulhado em crise econômica, está abaixo do patamar em que se encontrava no fim de 2019, antes da pandemia.

Diante desse quadro, o setor privado começou a se movimentar em busca de soluções. Em 2021, empresas como o QuintoAndar passaram a oferecer a locatários e locadores a possibilidade da troca do IGP-M pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o índice de referência para a inflação no país. Àquela altura, o IGP-M havia alcançado mais de 30% no acumulado dos 12 meses anteriores e pressionava as renegociações dos aluguéis de forma irrealista.

Mas a troca também não foi considerada a ideal por alguns especialistas, porque o IPCA acompanha os preços de uma cesta variada de produtos e serviços ao consumidor e tem sido bastante influenciado pelo avanço dos preços dos combustíveis. Tanto que, em 2021, o indicador fechou com alta de 10,06%, a maior taxa em 6 anos.

Em busca de uma solução para a demanda do mercado, a Fundação Getulio Vargas lançou nesta semana o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR). O novo índice faz parte de um grupo de outros indicadores calculados e divulgados pela instituição, a exemplo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do próprio IGP-M.

"Tanto o IGP-M quanto IPCA são índices construídos para outros propósitos. A grande inovação do IVAR é que ele foi feito exclusivamente para acompanhar a variação de alugueis residenciais: há, portanto, uma correspondência direta com a dinâmica e os fundamentos do mercado imobiliário", explica Paulo Picchetti, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) e professor da Escola de Economia da FGV-SP.

 

Como o IVAR é calculado?

Picchetti explica que a FGV firmou parceria com administradoras de imóveis para coletar os preços de contratos novos, reajustados e renegociados. O objetivo é ter uma medição mais próxima do comportamento do preço dos alugueis, até para medir a disparidade entre o que é, de fato, praticado no mercado e a variação do IGP-M e do IPCA.

Embora tenha sido lançado oficialmente nesta semana, o IVAR fez uso de dados recentes para calcular, de forma retroativa, qual teria sido o valor do indicador mês a mês desde 2018. O objetivo foi construir um histórico que permitisse entender o comportamento do mercado nos últimos anos vis-à-vis o IGP-M e o IPCA.

O IVAR terminou 2021 em -0,61%, o que reforça a tese de que, na média de mercado, inquilinos realmente negociaram seus contratos com proprietários no contexto da crise econômica e deixando de lado o que o IGP-M apontava (a alta em 2021 foi de 17,78%). A deflação revela também um descolamento relevante em relação aos dois índices. Veja abaixo a comparação:

 

A "Inflação do aluguel"

"Os alugueis não subiram na mesma proporção dos índices de inflação, até porque o contexto do mercado de trabalho e da economia brasileira foi bastante adverso no ano passado. Não havia como inquilinos pagarem os 30% do IGP-M ou os 10% do IPCA de reajuste, pois muitos tiveram redução salarial durante a pandemia e alguns até perderam o emprego", observa o professor da FGV.

O cálculo do IVAR é baseado em cerca de 10.000 contratos de locação de imóveis em quatro das maiores capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. O objetivo, conta o pesquisador, é agregar mais cidades e regiões ao índice ao longo dos próximos meses, para tornar a amostragem mais completa.

 

O IVAR será o novo índice do reajuste do aluguel?

Questionado sobre se acredita que o novo indicador será adotado como indexador em contratos novos e em renegociações de aluguéis, Picchetti diz que essa é uma decisão que partirá de inquilinos e proprietários.

"É algo que próprio mercado vai decidir. Não temos o poder ou a intenção de estimular que os contratos adotem esse ou aquele indicador. Tudo vai depender do aprendizado do mercado, de como as pessoas vão entender o índice e sua metodologia e, no final das contas, de como o IVAR vai evoluir. Se as partes interessadas entenderem que está refletindo a realidade do mercado, maior a chance de ele ser adotado", finaliza Picchetti.

 

Fonte: Exame

https://exame.com/mercado-imobiliario/adeus-igp-m-fgv-explica-por-que-lancou-novo-indice-do-aluguel/

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Secovi-SP alerta para segurança dos condomínios

Recentemente, o Secovi-SP alertou as administradoras que orientem seus condomínios para que redobrem a atenção em relação à permissão de acesso de prestadores de serviço de telefonia, TV a cabo, concessionárias de energia, gás ou de água, dentre outros, quando não há um agendamento prévio para que se realize a inspeção internamente, vistoria ou reparos nas dependências do edifício ou apartamentos.

Zeladores, porteiros e vigilantes devem estar atentos a tentativas de golpe, e devem evitar que pessoas não autorizadas entrem no condomínio, mesmo que a pessoa se identifique como representante de empresa prestadora de serviços ou mencione o nome do gerente predial ou de algum funcionário da administradora.

A orientação é categórica: não permitam que nenhum profissional não autorizado previamente pelo síndico ou morador entre no condomínio sem que esteja comprovada a contratação dos serviços ou a visita técnica.

Minimercados dentro dos condomínios se torna tendência

Em muitos condomínios, os minimercados no formato de autoatendimento existem e têm tornado a vida dos condôminos muito mais fácil. Afinal, quem nunca precisou de algum item de supermercado de última hora?

O autosserviço não é apenas uma comodidade para quem mora no condomínio, mas se torna um atrativo para novos moradores e agrega valor ao patrimônio. Além disso, o condomínio é remunerado em um percentual do lucro.

Geralmente, o pagamento nestes tipos de conveniência pode ser realizado em um totem com leitor de código de barras ou via aplicativo no smartphone do cliente. Os preços podem ser um pouco mais caros se compararmos com um mercado atacadista, e mais baratos na comparação com uma conveniência.

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Técnica de home staging pode impulsionar a venda e locação de imóveis

Locar um imóvel pode ser mais rápido quando se utilizam técnicas que podem facilitar este processo – e um desses métodos é o home staging, uma estratégia de marketing imobiliário que transforma o imóvel e o torna mais atrativo aos futuros inquilinos, usando uma boa iluminação para fotos ou artifícios que possam melhorar a aparência dos ambientes para agregar valor ao imóvel.

O home staging é uma ferramenta de alto potencial que trabalha não apenas a valorização do imóvel no sentido monetário, mas agrega valor afetivo, além de potencializar pontos fortes, melhorar o visual, criando atrativos à construção.

O método é pautado em três pilares: estratégia de marketing, design de interiores e entendimento sobre o mercado imobiliário. É importante ressaltar que as alterações feitas no imóvel não precisam demandar alto valores, podem ser apenas uma decoração mais clean e moderna, sem muitos artigos decorativos e que contribuem para destacar o imóvel.

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